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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Tecnocracia? Só se for de tachos!

Mais uma adivinha: quem consegue adivinhar quantos ministros e vice-ministros tem o Governo de Papademos?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Até a ministra do Trabalho chora

Mario Monti, considerou que o país corria o risco de viver uma crise económica semelhante à da Grécia se não decidisse tomar estas medidas de austeridade.
Público

Creio que a sua Ministra do Trabalho deixou claro que discorda, ao apresentar o programa de austeridade de 20 mil milhões de euros:

domingo, 27 de novembro de 2011

O maior sucesso do euro é a Grécia

Pelo menos era o que o senhor Monti, na semana antes de ter sido indigitado, pensava:


Em primeiro lugar, devo dizer que estava enganado. É que se formos ler uns panfletos, olhar uns cartazes sobre o euro, da altura em que se deu a sua introdução, falava-se de estabilidade, crescimento, prosperidade (nenhuma delas parece ter acontecido), não de provar alguma coisa à Alemanha.

Não posso deixar de concordar com o Sr. Mario Monti num aspecto: não é um paradoxo. É um oxímoro. Suponho que o próprio Mario Monti, quando o disse, tivesse uma consciência -ainda que limitada- do disparate que estava prestes a dizer.

A minha pergunta, agora que o FMI até já tem plano para a Itália, é a seguinte:
Qual é o próximo exemplo de sucesso do euro?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E o referendo já era

O ponto de viragem parece ter sido a posição do líder da Nova Democracia Antonis Samaras, que disse que o acordo para salvar a Grécia era "inevitável" e teria de ser apoiado. Até então, Samaras e o seu partido sempre se opuseram a todos os anteriores acordos para tranches do resgate.

Num discurso ao Parlamento esta tarde, Papandreous disse que se tivesse de escolher entre um acordo político alargado e um referendo, escolheria o acordo.

Também disse que realizar eleições antecipadas seria uma "catástrofe" nas actuais circunstâncias da Grécia, e que pelo fim das eleições a Grécia seria "um país falido".
Euractiv

Bem, isto é que foi um plano curto! Primeiro há referendo sobre os termos do resgate [sic], depois o referendo seria antes sobre a participação no euro. Agora já nem referendo há.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Novidades frescas I

Rumor não confirmado indica que afinal o referendo que Papandreous disse que não seria sobre a presença da Grécia no euro vai ser precisamente sobre a presença da Grécia no euro.

Outro rumor não confirmado aponta como data do referendo dia 4 ou 5 de Dezembro.

Adenda: Rumores confirmam-se. Papandreous cedeu à pressão.

E a mudança súbita...

A Grécia anunciou nesta terça-feira uma mudança de todas as chefias militares do Estado-maior, um dia depois do Governo grego ter anunciado um referendo que decidirá se a Grécia aceita ou não o compromisso que fez com a União Europeia
Público

Numa reunião extraordinária do Conselho Governamental de Assuntos Externos e de Defesa, o ministro da Defesa grego, Panos Beglitis, substituiu as cabeças das Forças Armadas por gente da confiança do partido.
Contudo, uma fonte ministerial revelou as medidas estarem já planeadas há muito.
Pergunta: se a mudança já estava planeada, por que é que se deliberou sobre ela numa reunião extraordinária?

Reacções ao referendo

Do referendo na Grécia já tínhamos dado aqui notícia. Mas há muitas reacções.

Há inclusive quem duvide que se realize, e há quem já tenha prometido tudo fazer para que não haja referendo (o Governo Holandês). Os líderes europeus (e isto inclui Paulo Portas) já vieram 'alertar' para a instabilidade (e ameaçar também).
Outras pessoas menos relevantes na cena europeia confiam no cumprimento por parte da Grécia.

· É basicamente outro esquema de chantagem da Grécia. Os Gregos, liderados pelo pai de Papandreous, executaram uma chantagem em 1985 quando retiveram o voto para a entrada da Espanha e de Portugal na Comunidade Económica Europeia. Acabaram por receber 30 mil milhões por um voto favorável.

· Há custos enormes para o projecto europeu associados com a saída da Grécia. A ideia de que algum país na UE está a contemplar realizar um referendo deixa os líderes da zona euro aterrorizados. Papandreous sabe isto e está a jogar uma carta agressiva quando nos aproximamos da cimeira dos G20 one os Americanos e os Chineses irão dominar mais a política europeia do que a Alemanha ou a França.

· Na minha opinião, Papandreous acabou de mostrar ao norte quem é que manda aqui - "É a nossa dívida, mas é o vosso problema" deveria ter sido o título do seu anúncio.
David Zervos
As razões pelas quais Papandreous convocou um referendo são estranhas até na Grécia. David Zervos, executivo sénior num grupo financeiro mundial, parece apostar nalguma espécie de chantagem política. Outros acham que Papandreous espera que o voto popular seja favorável e que não tem outro remédio senão referendar ou enfrentar um ano inteiro de greves. E há ainda quem ache que seja uma maneira de sair do cargo de Primeiro Ministro sem se demitir.
A posição de Papandreous, que não tinha sequer informado o seu ministro das Finanças, é a de que um referendo vai “reforçar o país na zona euro e no plano internacional”.
Outra confusão em relação ao referendo é se haverá questão sobre a permanência no euro.
Papandreous quis deixar claro que não. Os Governos espanhol e francês querem que se inclua uma pergunta dessas directamente.
É que os Gregos rejeitam a austeridade, mas o euro ainda goza de popularidade.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Referendo na Grécia

O Governo grego tenciona levar a referendo o novo programa de ajuda financeiro, cujos contornos foram delineados na cimeira europeia da passada quinta-feira. A revelação foi feita hoje pelo primeiro-ministro George Papandreou.
Jornal de Negócios

“A vontade do povo grego irá impor-se sobre nós”, declarou o chefe do Governo grego ao grupo parlamentar socialista, indicando também que vai pedir ao Parlamento um voto de confiança relativo ao acordo sobre a dívida.

Os gregos “querem adoptar o novo acordo ou será que o rejeitam? Se os gregos não quiserem, não será adoptado”, sublinhou o governante.

[...]

Na última quinta-feira, os dirigentes europeus chegaram a acordo com a banca para abater uma parte da dívida grega detida pelos bancos credores do país. Em causa está a renúncia a 50% das dívidas à banca privada, o que se traduz em 100 mil milhões de euros num total de endividamento público de 350 mil milhões.

Atenas receberá também novas ajudas internacionais de 100 mil milhões de euros até ao fim de 2014, no âmbito de um programa que substitui os 109 mil milhões que tinham sido acordados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional em Julho passado.

Para já, prevê-se que 30 mil milhões destas ajudas serão reservados aos bancos gregos, que no âmbito do acordo para abatimento de 50% das dívidas serão muito atingidos, uma vez que os maiores donos de dívida soberana grega.

Em troca, o país terá de aceitar um verdadeiro reforço dos controlos sobre a política orçamental
Público

A opinião pública grega parece estar contra - 60%, indicam as últimas sondagens. Pessoalmente, suspeito que Papandreous queira usar a parte do perdão de 50% da dívida para legitimar toda a austeridade subsequente. Mas nem sempre os truques resultam - resta esperar para saber qual será o resultado.