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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Já que se fala tanto de austeridade

Bem, uma vez que o senhor José Barroso acha que é necessário que
reforcem a supervisão e a coordenação económica. Para mostrar aos nossos parceiros e aos nossos cidadãos que estamos preparados para concluir a nossa união monetária com uma verdadeira união económica.

Pondo de parte o facto de os cidadãos não estarem muito ansiosos por uma união económica («A plurality or majority in every EU country, with the exception of Germany, were reluctant to give the EU more power over national budgets and finances.» - Transatlantic Survey), analisemos a questão da estabilidade, a importância da supervisão ao nível europeu...

...pelo décimo quinto ano consecutivo, o Tribunal [de Contas Europeu] não apresentou um relatório positivo sobre a legalidade das transacções subjacentes. Erro material foi encontrado em categorias que representam 53% da despesa total, incluindo Fundos de Coesão, que continuam associados com o maior nível de falhas do Orçamento da União, e o Desenvolvimento Rural. O valor das irregularidades, incluindo fraude, relatado pelos Estados-membros desceu 24% em 2008 enquanto o número de casos subiu 9%

...ainda que os controlos possam ser [mais] apertados e a administração melhorada, a maioria destes níveis de erro devem-se em parte à absoluta complexidade de administrar os programas em causa.
National Audit Office

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Trichet quer União com papel autoritário

Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE (aquele sítio muito bonito para onde boa parte do dinheiro para pagar a dívida vai) defendeu que as instituições da zona euro “devem ter um papel mais importante e mais autoritário na formulação das políticas económicas” dos Estados prevaricadores, “substituindo-se aos próprios governos”.

http://economia.publico.pt/Noticia/trichet-defende-intervencao-directa-nos-paises-que-violem-regras-da-estabilidade-1518031

O Público diz tudo.

Resta saber que legitimidade têm as instituições da união, que em 2004 despediu uma auditora que descobriu um grande buraco nas contas comunitárias. E não foi a primeira.
Talvez devessem ser os Estados a ter um papel mais autoritário na fiscalização das finanças das instituições prevaricadoras.