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domingo, 11 de dezembro de 2011

O Der Spiegel e a posição britânica

Não é, afinal de contas, verdade que os Britânicos têm sido a mosca na sopa Europeia há já algum tempo?
Der Spiegel
A mosca na sopa... Que rica mosca que contribuiu com 57 mil milhões de euros líquidos para o actual orçamento comunitário.

Quiseram estar sempre lá, ter uma palavra a dizer e manejar a sua influência. Mas quando foi a altura de realmente mergulhar na Europa juntando-se ao Euro a resposta foi: "Nada de euro por favor, somos Britânicos!"
Der Spiegel
Queriam ter uma palavra a dizer? Malvados!! Manejar a sua influência? Quanta perfídia! Recusaram juntar-se ao euro? Que ultraje! Quem diria que há países que querem ter uma palavra a dizer, alguma influência nas decisões que o vão afectar.

De facto, é revelador que o país nunca tenha entrado na zona de viagem livre sem fronteiras conhecida como Espaço Schengen -- O Reino Unido ainda inspecciona toda a gente que entra no país vindo do outro lado do Canal
Der Spiegel
Revelador, sem dúvida. De bom senso.

A classe política foi também muito céptica em relação à moeda única desde o seu início.
Der Spiegel
Viu-se, e vê-se, quem tinha razão.

A zona euro de 17 Estados membros não será mais forçada a acomodar um país que rejeita tudo o que lhe cheire como supra-nacionalismo.
Der Spiegel
Nem sei o que diga a isto... Primeiro fala-se nas "teorias da conspiração sobre a construção de super-estados", depois admitem a construção de supra-nacionalismo na União Europeia e indignam-se por haver quem não queira associar-se.

A Europa pode funcionar muito bem sem os Britânicos
Der Spiegel
E os Britânicos podem funcionar muito bem sem a União Europeia. Tanto melhor para eles!

Cada vez mais países se encontrarão a pedir mais orientação da Alemanha em vez de menos.
Der Spiegel
Alguém na edição do Der Spiegel andou a beber demasiada cerveja... Será que não estão a olhar para o que se passa na Europa e para o qual os políticos alemães contribuíram?

domingo, 20 de novembro de 2011

O que é que o blogue diz da Alemanha?

Grande Alemanha.

Memorando alemão denota deslize secreto para um super-estado.
O memorando de seis páginas, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, defende que as grandes potências económicas europeias devem poder intervir na gestão dos países afectados da zona Euro.

O plano confidencial define o plano germânico para enfrentar a crise da dívida da zona euro criando uma "união de estabilidade" que será seguida imediatamente de movimentações "em direcção a uma união política".

O memorando revelado, O Futuro da UE: Melhoramentos necessários na política de integração para a Criação de uma União de Estabilidade, chega quando David Cameron se encontra com Angela Merkel, a chanceler alemã em Berlim, hoje, para discutir possíveis alterações dos tratados e a crise da zona euro.

A Alemanha, a Finlândia, a Áustria e os Países baixos seriam capazes de pedir aos Tribunais da União para impôr sanções, desde multas até à perda da soberania orçamental, para proteger o euro.

O memorando diz que o Fundo Monetário Europeu deve receber "verdadeiros direitos de intervenção" nos orçamentos dos membros da zona euro que receberam resgates da União Europeia-Fundo Monetário Internacional.
The Telegraph

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mais um lóbi político

Mario Monti, membro do Grupo Spinelli, foi designado Chefe do Governo italiano. Esta é uma boa notícia para o compromisso da Itália para uma mais integrada, mais política e mais federal visão da Europa.
O Grupo Spinelli está satisfeito que um Europeu tão convicto como Mario Monti se tenha tornado Primeiro-Ministro italiano, numa altura em que o país está a enfrentar uma crise especialmente séria.
Do dito grupo
Este é um grupo de pressão política perfeitamente assumido, com artigos na imprensa, com membros mais ou menos influentes, e, pasme-se, organiza o que o próprio grupo chama de Shadow European Council. O seu objectivo é o Federalismo europeu, e não é o único grupo de pressão que faz campanha por esses objectivo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Governo europeu?

Numa intervista com o jornal Le Monde, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, apelou à realização de eleições a nível europeu para eleger o Presidente da Comissão Europeia, que seria o líder de um "Governo Europeu".
The Telegraph

Merkel quer "união política"

Como segundo passo, Merkel e Schäuble querem que a UE se mova para uma união política. Isto implica transferir mais poderes soberanos para a UE - e significaria modificar a Constituição alemã. Isto poderia ser feito através do artigo 23, que requer uma maioria de dois terços no Parlamento federal alemão, o Bundestag, e no Bundesrat, a câmara alta que representa os estados. Uma alternativa mais arriscada seria mudar or artigo 146 da Constituição por via da participação directa da população. Neste cenário, os alemães largariam a sua Lei Fundamental e adoptariam uma Constituição completamente nova.
Der Spiegel

Adenda: os meus contactos na Alemanha comunicam-me que a opinião pública não é muito favorável à perspectiva de "mais poderes para a União". E que é improvável que conseguisse sequer o apoio parlamentar suficiente.