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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Até a ministra do Trabalho chora

Mario Monti, considerou que o país corria o risco de viver uma crise económica semelhante à da Grécia se não decidisse tomar estas medidas de austeridade.
Público

Creio que a sua Ministra do Trabalho deixou claro que discorda, ao apresentar o programa de austeridade de 20 mil milhões de euros:

domingo, 27 de novembro de 2011

O maior sucesso do euro é a Grécia

Pelo menos era o que o senhor Monti, na semana antes de ter sido indigitado, pensava:


Em primeiro lugar, devo dizer que estava enganado. É que se formos ler uns panfletos, olhar uns cartazes sobre o euro, da altura em que se deu a sua introdução, falava-se de estabilidade, crescimento, prosperidade (nenhuma delas parece ter acontecido), não de provar alguma coisa à Alemanha.

Não posso deixar de concordar com o Sr. Mario Monti num aspecto: não é um paradoxo. É um oxímoro. Suponho que o próprio Mario Monti, quando o disse, tivesse uma consciência -ainda que limitada- do disparate que estava prestes a dizer.

A minha pergunta, agora que o FMI até já tem plano para a Itália, é a seguinte:
Qual é o próximo exemplo de sucesso do euro?

Tecnocracia não é a solução e Berlusconi não era o problema

Os juros da dívida de Espanha e de Itália escalaram para novos máximos, estando as obrigações italianas a cinco e a dois anos já próximas dos 8%.
No dia em que Itália quase duplicou as taxas de juro pagas numa emissão de dívida da curto prazo, para 6,5% numa emissão a seis meses, os investidores voltaram a exigir juros recorde pelas transacções nos mercados de revenda de dívida.

Qual terá sido a causa? O Público explica:
Isto no dia em que se soube, através do Governo de Itália, que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, lembraram ontem ao primeiro-ministro italiano, Mario Monti, que um eventual colapso de Itália na zona euro significaria o fim da moeda única.

A decepção sobre os resultados da minicimeira de quinta-feira entre os chefes de Governo da Alemanha, de França e de Itália, foi hoje reflectida no aumento do custo do financiamento tanto de Itália como de Espanha.

Depois de alguma imprensa ter vindo culpar Berlusconi pela subida dos juros, e do Merkozy ter publicamente duvidado de Berlusconi, parece que afinal, não era a descrença no ex-Primeiro Ministro Italiano que assustava os mercados. De tal modo, que Mario Monti não melhorou nada:
Os mercados parecem ter pouca ou nenhuma confiança no Primeiro-Ministro de Itália, o tecnocrata Mario Monti.
Gavin Hewitt, editor sobre a Europa na BBC

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mais um lóbi político

Mario Monti, membro do Grupo Spinelli, foi designado Chefe do Governo italiano. Esta é uma boa notícia para o compromisso da Itália para uma mais integrada, mais política e mais federal visão da Europa.
O Grupo Spinelli está satisfeito que um Europeu tão convicto como Mario Monti se tenha tornado Primeiro-Ministro italiano, numa altura em que o país está a enfrentar uma crise especialmente séria.
Do dito grupo
Este é um grupo de pressão política perfeitamente assumido, com artigos na imprensa, com membros mais ou menos influentes, e, pasme-se, organiza o que o próprio grupo chama de Shadow European Council. O seu objectivo é o Federalismo europeu, e não é o único grupo de pressão que faz campanha por esses objectivo.