À porta fechada, reconhecem que os bancos franceses têm mais dívida italiana do que alguma vez tiveram dívida grega. Christian Noyer, governal do banco central francês, resumiu a opinião das elites francesas, declarando recentemente que as preocupações sobre a Itália se "dissipariam assim que o país tiver os meios políticos para implementar as suas reformas estruturais."
Oficiais franceses têm tentado influenciar tal resultado. Enquanto os juros da dívida italiana subiam na semana passada, o Presidente Nicolas Sarkozy e a Chanceler Angela Merkel da Alemanha instaram em privado o Presidente da Itália, Giorgio Napolitano, para escolher o tecnocrata Sr. Monti, disse um alto oficial do Governo Italiano sob anonimato.
New York Times
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Frankfurt não acaba aqui
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Grupo de Frankfurt
Recebi notícia disto ontem, pela imprensa estrangeira. Um tal Grupo de Frankfurt, também conhecido pelo nome francês de Groupe de Francfort é novo, e não têm recebido grande atenção da imprensa portuguesa.
Que coisa é esta, estarão os leitores a perguntar? Alguma espécie de teoria da conspiração?
Longe disso:
Eis como as coisas funcionam. As verdadeiras decisões a nível europeu são agora tomadas pelo Grupo de Frankfurt, uma cabala não-eleita composta por oito pessoas: Lagarde; Merkel; Sarkozy; Mario Draghi, o novo presidente do BCE; José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia; Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo; Herman van Rompuy, presidente do Conselho Europeu; e Olli Rehn, comissário europeu para os assuntos económicos e monetários.
Este grupo, que não presta contas a ninguém, manda na Europa. A cabala decide se a Grécia deve ou não ser permitida realizar um referendo e se Atenas deve receber a próxima tranche do fundo de resgate. O que interessa para este grupo é o que os mercados financeiros pensam e não o que os eleitores possam pensar. Se os Governos tinham algum poder, foi-lhes retirado e colocado nas mãos da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI.
The Guardian
Que coisa é esta, estarão os leitores a perguntar? Alguma espécie de teoria da conspiração?
Longe disso:
O Grupo de Frankfurt, ou GdF, é a última adição à proliferação de grupos políticos internacionais. Constituído pelos líderes da Alemanha, da França, do Eurogrupo, do BCE, da Comissão Europeia e do FMI. (...) Não tem estrutura legal ou secretariado, mas é agora o núcleo do núcleo da Europa.
The Economist
Os mais críticos apelidam o GdF de ‘politburo’ dada a sua ausência de legitimidade democrática. Atribuem-lhe a decapitação de George Papandreu e a punhalada a Silvio Berlusconi.Incrível, é que este politburo possa ter defensores:
Os defensores atribuem ao grupo o estatuto de antídoto necessário para acabar com a crise do euro.
El Mundo, via presseurop
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ri-te, ri-te
No ínicio, os italianos não ficaram satisfeitos com o sorriso da Merkel e do Sarkozy, nem os oponentes do Primeiro-ministro italiano, nem o próprio, que não pôde deixar o assunto sem resposta:
Agora que a Merkel e o Sarkozy deixaram os risinhos de lado, com a subida dos juros da dívida italiana, Berlusconi já vai fora.
Ri-te mais Merkozy, ri-te!
Ninguém pode autodenominar-se Comissário e falar em nome de Governos eleitos e dos povos da Europa. Ninguém está em posição dar lições aos seus parceiros. Por outro lado, toda a classe governante italiana, se quer ser tratada como tal, em vez de um coro de demagogos, deve-se juntar ao esforço do desenvolvimento e das reformas estruturais necessárias que o Governo tomou.
A Itália do trabalho e do empreendedorismo sabe como é que as coisas estão e quer a um impulso decisivo à liberdade e à concorrência e não participar em jogos de poder, domésticos e europeus.
O comunicado
Agora que a Merkel e o Sarkozy deixaram os risinhos de lado, com a subida dos juros da dívida italiana, Berlusconi já vai fora.
Ri-te mais Merkozy, ri-te!
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