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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Duas ou três coisas

Duas ou três coisas é o blogue do embaixador português na França. Aproveito aqui para destacar um excerto da sua última mensagem no dito blogue:

Sei do que falo, porque, durante mais de meia década, passei longas horas na Assembleia da República a apresentar a política europeia que era encarregado de defender, sendo regularmente confrontado, no jogo democrático interno, com posturas críticas do modo como então a dirigíamos.
duas ou três coisas

«A política europeia que era encarregado de defender.» Eu cuidei que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que os nossos embaixadores e cônsules estavam espalhados em vários pontos em redor do globo para proteger os nossos interesses, não para vir a Portugal apoiar o projecto europeu e, nas embaixadas, possivelmente, negociar com uma orientação pró-União Europeia.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Paulo Portas, absteve-se

Paulo Portas, o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, absteve-se na votação sobre a admissão da Palestina na UNESCO.

“A Alta Representante da União Europeia (UE) pediu a abstenção dos países europeus e Portugal foi sensível a esse pedido”, declarou Portas durante uma visita oficial à Venezuela.

“Como sempre defendemos que a UE devia falar a uma só voz, que se devia fazer um esforço de consenso para que a Europa votando de uma forma unida fosse mais influente, obviamente que Portugal foi sensível ao apelo da Alta Representante e portanto Portugal fez um voto europeu”
in Público

Dizem-nos que ganharíamos influência internacional por estarmos na União. A mim quer-me antes parecer que a perdemos - nem opinião devemos ter.

Segundo Paulo Portas, Portugal “nunca votaria contra” e “demarca-se claramente dos votos contrários” à admissão da Palestina na UNESCO, porque o Governo português “é favorável a uma solução de dois Estados e isso implica a simpatia pela ideia do Estado da Palestina”.
ainda, Público

Ora, se Portugal favorece a solução dos dois Estados, reconhece então a Palestina. Não há razão para Portugal se ter abstido.

Portugal anda a perder oportunidades. Há muitos benefícios em apoiar países, movimentos, projectos internacionais - no caso da Líbia, por exemplo, tivemos a oportunidade de firmar uma amizade, e isso só foi possível porque Portugal tomou uma decisão autónoma.